Quando o chão passa a desenhar a arquitetura –

Entre mosaicos em pedra portuguesa e marcações em arenito Goiás, o piso deixa de ser apenas acabamento e passa a orientar percursos, permanências e a própria experiência do espaço.

A calçada em pedra portuguesa permite uma espécie de desenho contínuo sobre o chão.

A partir da composição entre diferentes paginações e variações de tonalidade — do branco e rosa dos calcários, ao amarelo, cinza do granito e preto do basalto — surgem possibilidades quase infinitas de grafismos, texturas e percursos.

Tudo depende do olhar e da precisão do calceteiro: o artesão que conduz, peça por peça, essa antiga técnica de encaixe herdada de Portugal e difundida de Lisboa até Rio de Janeiro, onde a calçada portuguesa encontrou novas leituras tropicais e paisagísticas.

Nesta obra, optamos por uma composição em tons claros, trabalhando as variações entre o branco e o rosa em desenhos orgânicos e mais fluidos.]


Entre os mosaicos, inserimos marcações em arenito Goiás irregular, quase como placas minerais pousadas sobre o piso, indicando percursos, acessos e pequenas pausas no caminhar.

Mais do que revestimento, o piso passa a operar como paisagem construída — um desenho mineral que orienta, acolhe e conduz o espaço.

Details

  • Date : 2008
  • Área total : 668,78 m²
  • Área do terreno : 1.089,20 m²
  • Localização : Barão Geraldo – Campinas