Em apenas 12,40 m², o projeto organiza cozinha, sala de jantar e sala de TV sem recorrer a grandes barreiras visuais.


A integração entre os ambientes foi preservada, mas cada setor recebeu identidade própria por meio do mobiliário, da iluminação e da composição dos elementos decorativos.


A cozinha se conecta à área social de maneira fluida.
Entre os ambientes, a prateleira suspensa apoiada por estrutura metálica preta cria uma divisão leve e quase transparente.
Mais do que um detalhe estético, ela responde ao cotidiano da casa: abriga cafeteira, cápsulas, chás e pequenos objetos de uso diário, transformando uma necessidade funcional em elemento arquitetônico.


A peça delimita os espaços sem interromper a continuidade visual, mantendo a sensação de amplitude e integração.
Na sala de jantar, o posicionamento da mesa junto à parede permitiu melhor circulação e reforçou a leitura longitudinal do ambiente.
As obras de arte, do artista plástico #paulomoreira_artes, em grande escala estabelecem profundidade e criam um eixo visual marcante, enquanto o pendente central desenha um foco delicado de luz sobre a mesa, definindo o jantar de forma sutil e acolhedora.


Já na sala de TV, o painel suspenso com acabamento em madeira ripada aquece a composição e introduz textura ao conjunto predominantemente neutro.


As cortinas em tonalidade suave e o mobiliário linear colaboram para uma atmosfera leve e organizada, evitando excessos e preservando a fluidez do espaço compacto.
A proposta demonstra que, em apartamentos pequenos, a separação entre ambientes pode surgir de gestos delicados: uma luminária, a disposição do mobiliário, a presença de uma prateleira suspensa ou a escolha criteriosa das texturas.


Em vez de paredes rígidas, o projeto utiliza camadas visuais para organizar os usos e construir uma arquitetura mais fluida, funcional e acolhedora.
