Suíte com contrastes entre branco, cimento queimado e pátio aberto
Há, neste banheiro de suíte, uma contenção intencional — quase silenciosa — na escolha dos materiais. Nada sobra, nada disputa. O espaço parece depurado até restar apenas o essencial.

O branco estrutura o uso. Nas paredes hidráulicas e no interior do box, ele se expande em piso e superfícies, criando um campo contínuo de luz onde a água se evidencia. Há uma leveza quase suspensa, uma clareza que organiza o cotidiano sem esforço.

Em contraponto, o cimento queimado em tom cinza natural percorre as demais paredes, introduzindo densidade e ancoragem. Não como ruptura, mas como equilíbrio — uma matéria que estabiliza o espaço e lhe confere presença tátil.

A marcenaria branca se integra com discrição, como extensão da arquitetura. Pontos em madeira mogno surgem com precisão, aquecendo a composição sem interferir na sua quietude.
Ao lado do box, o ambiente se abre. O jardim a céu aberto amplia os limites do banheiro e insere o tempo como parte do projeto.

A pedra em tom cinza, a luz filtrada e a presença eventual da chuva constroem uma paisagem mutável, onde sombra e claridade se alternam continuamente.

Destaque para iluminação e ventilação natural . Aqui não temos janelas, mas a grande abertura no teto, sobre o jardim interno funciona como exaustão e ventilação, preservando a total privacidade ao uso no interior do mesmo.
Nada aqui precisa ser acrescido, nem mesmo, nada poderá ser retirado
O resultado é um ambiente contínuo e silencioso — onde contraste e matéria não competem, apenas coexistem. Um espaço que não se impõe, mas permanece.
