Materiais de demolição e esquadrias em pinho de riga conferem identidade, memória e sustentabilidade à residência.
Há algo de silenciosamente precioso em incorporar à arquitetura elementos que já carregam o tempo em sua matéria.
Nesta residência, portas, janelas e tijolos garimpados em depósitos de demolição passaram a compor uma nova paisagem doméstica — não como nostalgia, mas como continuidade.

As venezianas em pinho de riga merecem destaque especial. Madeira reconhecida pela durabilidade e pela riqueza dos veios, revela uma presença difícil de reproduzir nas peças contemporâneas.

Mais do que esquadrias, tornam-se elementos de identidade da casa, filtrando luz, ventilação e memória.

O reaproveitamento desses materiais também reduz descartes e amplia o valor ambiental da obra.

Mas talvez seu maior mérito esteja na singularidade que produzem: uma arquitetura menos padronizada, mais afetiva, construída a partir de encontros improváveis entre passado e permanência.
Segue a comparação entre a situação original, e situação após a requalificação.




